domingo, 31 de maio de 2009

Novo capítulo

Já não choro por ti. Já não vale a pena. Estamos como estamos, pode não ser o que eu queria, mas é o que temos. Sonhei muito, ilusões tornaram-se (a minha) realidade. As ilusões são frágeis, e foram ficando cada vez menos coloridas com o passar dos dias. Ficaram transparentes, desapareceram. Perdi-me e encontrei-me. Não espero mais por ti, se quiseres espera tu por mim, que eu não vou perder mais tempo com dúvidas e ilusões. Nunca te importaste com o que sentia. Para ti estava sempre tudo bem. Para mim não. Já não é um sonho, já não é colorido e brilhante. Não interessa. Os meus lápis de cor partiram-se, as canetas deixaram de escrever, e eu nunca tive muito jeito com aguarelas, acabo por juntar sempre muita água e o desenho fica sem cor. Vou deixar que a vida pinte a (minha, não tua) realidade. Não me digas para ficar, não me desencaminhes para esse mundo outra vez. Já não sou aquela menina que acreditava em tudo o que dizias, já não sou aquela com quem brincavas sem te preocupares com os danos que causavas. Mudei, talvez tenha crescido. Não interessa o porquê, nem o quê. Interessa que recuperei. Interessa que vou viver o que temos agora, sem deixar que as ilusões que plantavas em mim me dominem uma vez mais. Até porque no fim de tudo, eu sou superior a isso. Ou pelo menos gosto de acreditar que sou. Vou deixar que as páginas continuem a passar, este é um novo capítulo e ninguém sabe como vai acabar. Não vou ter pressa para chegar ao final, esta já não é a nossa história, é a minha história. Ainda fazes parte dela, mas não como fazias antes. Vou continuar com a minha vida, com o meu livro. Ainda bem que encerrei o teu capítulo (ou pelo menos, acho que encerrei).

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Salada de frutas

Há dias em que não tenho paciência. Há dias que sou amarga. Nesses dias sou uma espécie de limão, não esperem que seja doce mas se se tiverem paciência vão ver que dou uma óptima limonada. Paciência? Paciência é o que eu não tenho nesses dias. Pudesse eu ser sempre agradável e descreveria-me como um chocolate. Mas há dias em que sou um limão. Por vezes o meu gosto é apenas acidez com amargura. Mas tem tu paciência, já que eu não a tenho, e faz uma limonada. Faz uma limonada para mim e para ti. Já sabes que quero açúcar. Gosto de coisas doces. Pudesse eu ser sempre doce e seria um gelado, ou então uma goma. Eu gosto de gomas e tu também. Mas também não sou sempre um limão, posso ser bem doce. Meu amor, tu bem sabes que eu posso ser uma autêntica salada de frutas ou até uma loja de doces. Depende dos dias. Hoje não. Hoje sou um limão, preciso de açúcar. Amanhã prometo que vou estar mais parecida com um morango ou até com uma cereja.
Somos uma salada de frutas, nem sempre estamos suficiente maduros para sermos suportáveis, eu hoje sou um limão, e tu?

domingo, 24 de maio de 2009

Desafios

Regras:

1. Publicar a imagem do selo e linkar o blogue que passou, obrigada Pêjotinha (http://www.simulacrosdoser.blogspot.com/);

2. Escolher 5 situações na tua vida que mereciam ser repetidas em câmara-lenta;
3. Passar o desafio e o selo a 12 blogues e avisá-los.

2. Dia em que o conheci; Último abraço que dei a alguém; Dia em que ele voltou; As tardes recheadas de juras de amor; As noites passadas com os amigos.

3. Passo este desafio a todos os blogs que quiserem participar ;)

Queria dizer um grande obrigada à Francisca (www.aluzdaluanova.blogspot.com) e à Pêjotinha' (que uma vez mais se lembrou de mim :P) por me terem lançado este desafio.

"8 desejos e 8 blogues"

Tenho tantos desejos que é complicado escolher apenas 8, mas vou tentar. Os meus desejos são: Nunca deixar de sentir; Nunca esquecer a magia da fotografia e o que ela pode transmitir; Nunca perder nem um bocadinho da paixão que sinto pela vida; Continuar a ser feliz e realizar todos os sonhos que conseguir; Continuar completamente apaixonada pela música e pela dança; Não parar de escrever; Conseguir mudar um bocadinho o mundo; Nunca deixar de acreditar no amor.

Passo o desafio, uma vez mais, a todos os blogs que tiverem interessados ;)

sábado, 23 de maio de 2009

Teatro/ Finge

Não me lembro de te ter pedido alguma coisa. Se pedi então ignora. Esquece, finge que não ouviste. Finge, sempre fingiste. Brincavas comigo ao faz de conta, e eu aceitava como se de uma criança me tratasse. Oferecias-me umas horas de teatro e eu dava-te todo o meu tempo. Eras um bom actor, sempre foste. Não me faças promessas. Esquece os meus pedidos, se é que alguma vez te fiz algum. Finge que não ouviste as minhas juras de amor. Finge que nunca te dei a mão. Até podes fingir que não me conheces. Não me importo. Talvez até seja melhor. Finge que eu nunca te amei, finge que nunca disseste que me amavas. Esquece. Ignora. É melhor assim. Não me procures mais. Não voltes a sussurrar o meu nome. Não me agarres mais no braço. Não me puxes para ti. Não me toques. Nunca mais me voltes a dizer que me amas, eu não vou acreditar. Não me faças mais promessas. Já chega. Acabou o teatro, a plateia cansou-se do espectáculo, eu não quero participar mais nessa tua peça, nessa tua dança que me prende e fascina. Finge sozinho. Finge por ti e por mim. É melhor assim. Melhor para ti e melhor para mim.

As personagens secundárias saem e o actor principal permanece, sozinho, no palco.

FIM

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Hoje dói

Hoje dói, dói mais do que nunca.
O sorriso perde a vida,
O chão desaparece.
Sinto-me pequenina, quero um abraço.
Desejo poder tocar-te para te relembrar que estou aqui.
Mas dói, dói mais do que nunca.
Tu continuas a avançar, nessa tua dança indiscreta.
Nem reparas que os meus olhos te seguem.
As mãos tremem, o coração aperta.
Tento chamar o teu nome, mas as palavras não conseguem sair.
Já não estou ali, os pensamentos já estão fora do meu corpo.
Não me lembro de como se fala, não sei nada de nada.
Só me lembro do teu nome, quero chamar-te
Agora que a voz já conseguia sair tu já tinhas passado.
Era tarde demais e tu nem tinhas reparado.
Fui só uma mera espectadora, uma vez mais.
Olhei, esperei e saí.
E hoje, hoje dói mais do que nunca.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Castelos na areia

Chama-me louca
Chama-me sonhadora
Já não me importa o que me chamas.
E sabes porquê?
Eu vejo castelos, onde tu só consegues ver areia.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Guilherme, meu anjo

Já esperava por ti há tanto tempo que não imaginas. Já te amava mesmo antes de vires ao mundo. Ias ser o meu irmão mais novo, o meu bebé, o meu pequeno anjo querubim (como diz a camille). Falava contigo, ainda estava tu aconchegado dentro da barriga. Tenho a certeza que me entendias, pode parecer estranho mas este tipo de amor não se explica, é o mais verdadeiro. Quando hoje, soube que finalmente podia ver o meu pequenino, que tu finalmente tinhas vindo para o meu mundo, as lágrimas rolaram e o sorriso tornou-se mais do que evidente. Já nada importava, só te queria ver. Tu a minha beleza, o meu tesouro. Corri para o hospital numa alegria contagiante, e diria até inebriante. Queria tanto tanto ver-te. Olhei para ti. Os teus olhinhos bem rasgados, os teus olhinhos cinzentos e o pequeno narizinho, a boquinha bem desenhada, e as tuas mãos pequeninas. Tal qual como eu te tinha imaginado. És perfeito, és o meu bebé. Olhei para ti durante horas, dormias tão tranquilamente que não tive coragem de te acordar. No meio de tantas vozes, eu era a única que me mantinha calada, completamente fascinada. Não sei como conseguias dormir no meio daquela agitação. Quando a minha determinação em manter-me calada foi vencida, murmurei bem baixinho o teu nome. Os teus olhos cinzentos e rasgados abriram-se. Nenhuma voz eufórica te tinha acordado, mas o meu murmúrio tinha conseguido arrancar-te do teu sono. As vozes não faziam parte do teu mundo, e tu ainda não estavas habituado ao meu, por isso simplesmente não reagias. No entanto eu sempre murmurei para ti, e tu sempre me escutaste. Agarraste o meu dedo. Como era maior do que a tua mão. Eras tão pequenino, tão frágil. Quero-te proteger do mundo meu anjo de olhos cinzentos. Por vezes esqueço-me do quanto eu própria sou frágil. És tão pequeno e já provocas tantos sorrisos, és tão pequeno e já me ofereces um lugar onde procurar forças. Tens horas de vida, mas já mudaste tantas pessoas. Apagaste toda a dor que pudesse ter existido na vida dos que te rodeiam e só precisaste de minutos para isso. Tu e essas tuas bochechas que só dão vontade de dar beijinhos provocam sorrisos rasgados, és o meu tesouro. Sabes, tenho medo. Tenho medo que daqui a uns anos já não me ouças. Afinal vamos ter idades tão distantes, não me vais querer ouvir certamente. Mas quero que saibas que vou estar sempre aqui, meu anjo. Vou te proteger de tudo o que conseguir e se precisares de alguém para te ouvir, sabes que a mana está aqui. Hoje alguém menos inteligente disse que tu não eras meu irmão de 'verdade' e sim meio-irmão. Meu querido não acredites, não existem irmãos pela metade, o importante são os sentimentos. Eu amo-te, és o meu bebé e isso chega. E sim sou uma «mana babada»
Meu gui, obrigada. Em poucas horas reciclaste-me e eu que ando há meses a tentar e nunca tinha conseguido. Amo-te

domingo, 10 de maio de 2009

O que mudaria se eu dissesse que te amo?

Todos os dias quando te olho pergunto-me se mudaria alguma coisa se dissesse que te amo. As palavras ficam sempre mudas, não me atrevo a dar-lhes voz. Por vezes ao sentires o meu olhar fixo, baixas o teu como se soubesses que me perguntava o que mudaria se dissesse que te amava. Noutras vezes cumprimentas-me e arrancas-me um sorriso, tornando-se impossível não me questionar uma vez mais. As palavras continuam mudas. Falamos, mas as perguntas às quais não emprestei voz, ecoam-me na cabeça e o que dizes torna-se indecifrável, mas mesmo assim reconfortante. Sempre gostei da tua voz. Não sei se te respondo ou me limito a sorrir. Estou demasiado perdida para ter a certeza. Sei que se respondo, não são respostas longas, conheço-me demasiado bem, se começasse a falar as perguntas iam-me roubar a voz e deixariam de ser mudas. E eu gosto da tua voz, sempre gostei, é reconfortante. Por isso ouço-te mesmo sem saber se te respondo. Olho-te nos olhos e penso como são bonitos e verdadeiros, exactamente como eu imagino que é a tua alma. As perguntas desistem da tortura. Volto a conseguir decifrar as tuas palavras. Falas de amor, amor eterno, o meu favorito. E se eu dissesse que o amo, o que mudaria? Pergunto-me outra vez, voltando a ser incapaz de dar voz às palavras. Sempre te amei, mas nunca tinha tido a ousadia de te perguntar se isso mudava alguma coisa. Tentava ouvir-te, gostava da tua voz, agora ainda mais, sempre tinha gostado mas quando falavas de amor a tua voz ficava ainda mais bela. As perguntas gritavam dentro de mim, pedindo-me para as deixar sair, tentei responder-te mas como já tinha previsto uma pergunta mais ousada do que eu roubou-me a voz e perguntou-te o que eu gostava de ter perguntado mas que tinha calado, por ter sido mais fácil. Respondeste que mudava tudo, e eu quis saber de que forma é que mudava. Tinha calado as perguntas demasiado tempo, agora queriam todas sair. Coraste, e disseste que se eu dissesse que te amava tu tinhas de confessar que sempre me tinhas amado e que amor eterno só fazia sentido se fosse entre nós os dois. Fizemos juras de amor eterno, e vivemos sempre felizes e juntos. Era isto que estava a imaginar quando voltei a realidade e vi que não falavas de amor, muito menos do eterno, o meu favorito. Falavas de música. Fiquei desiludida, mas música também é amor, pelo menos para mim. Além disso continuava a gostar da tua voz, como sempre tinha gostado, era bom ouvir-te falar de qualquer assunto. Não te perguntei o que mudaria se dissesse que te amo, continuava sem ter a ousadia e as perguntas tinham desistido, por hoje.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Preconceito e Hipocrisia

Todos gostam de dizer que são pessoas abertas, que são liberais, que são directos, etc. A verdade é que a maior parte dessas pessoas não passam de hipócritas, a eles tudo é permitido podem fazer o que querem, afinal de contas a vida é deles. Prejudicam os outros, mas só sabem criticar, julgam tudo e todos sem o menor conhecimento. Cresçam antes de falarem de quem quer que seja. Dizem-se verdadeiros, mas só dizem mentiras. O preconceito é a palavra de ordem, ninguém pode ser diferente do suposto correcto. Mas vocês são o que vos convém, dizem preto mas depois são capazes de dizer branco. Afinal de contas a vida é vossa. «Amo-te» só se tornou banal por vossa causa, sim vocês que amam tudo e todos sem amarem nada para além de vocês próprios. Nunca erram, e se o fazem dizem sempre que os outros falham mais, culpam-nos e dizem que foram eles que vos fizeram falhar. Mas a atitude é vossa, são vocês que erram, são vocês que não conseguem cair e depois erguerem-se, têm de se agarrar às quedas dos outros. Julgam-se superiores a toda a gente. Vivem para a aparência. Julgam os outros mas não admitem serem julgados. Não venham com os blá blá blá da vida é minha eu faço o que eu quero e essas conversas desprovidas de significado, não fazem o que querem, fazem o que a sociedade acha correcto. Só têm direitos, obrigações nem sabem o que é. Dizem o que querem mas ficam surpreendidos por ouvirem o que não gostam, sabem que comigo é assim, sempre foi. Mas afinal a vida é vossa e nós não temos o direito de nos metermos. Então porque vocês julgam, criticam e humilham quem não conhecem, só pelo simples facto de serem diferentes? Cresçam, tentem aprender algo com os erros, aprendam a levantar-se, admitam que falham. Não julguem, a verdade é que vão aprender com a mesma severidade com que criticam. Mas no fim de tudo a vida continua a ser vossa.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Lamento mas não sou uma boneca de porcelana

Esquece isso. Já tentaste tantas vezes e não conseguiste, porque insistes? Não me vais conseguir controlar, sou demasiado impulsiva para me conseguires domar. Vai desaparece não te esforces tanto com o que não vale a pena. Sou livre, amo a vida, amo o mundo. Tenho o meu caminho, e não preciso de seguir por nenhum trilho, sou eu que o faço. Tu sabes que durante muito tempo tiveste muita importância, demasiada até, mas agora já não. Não querias ser o meu ombro amigo, não querias ser o meu amor e nem sequer o meu companheiro, querias ser o meu dono. Tentaste prender-me a ti, enrolaste-me na tua teia como se não fosse mais do que um simples insecto. Julgaste que assim conseguias, mas nem sequer me conhecias. Querias afastar-me do (meu) mundo, da minha vida, do meu caminho e de mim própria. Dizias que me querias só para ti, dizias que me amavas, mas o que amavas era a imagem que tinhas de mim, a boneca em que me querias transformar. Não meu amor, eu não sou assim. Fugi de ti, não eras o que eu queria, não eras o que eu escolhi e muito menos eras o que eu imaginei. Voltei ao meu mundo, recuperei a minha natureza. Já não te queria a ti, a teia tinha-se partido, a tua voz já não me inebriava. Vá segue em frente que eu já segui. Não me iludes, desaparece, querias uma boneca mas não sou tão frágil como parece. Sou selvagem, meu querido aprende isso. Em tempos foi o meu cabelo suavemente despenteado pelo vento que te cativou, foram os meus olhos curiosos e o meu sorriso fácil que te prenderam a atenção. Então diz-me: O que mudou? Porque é que querias tanto que fosse uma boneca? Não uma boneca qualquer, para ti tinha de ser uma boneca de porcelana, a mais civilizada, sossegada, insípida, frágil e sem expressão das bonecas. Devias saber que não ias conseguir. As teias até podem ser eficazes, mas são frágeis e tu bem sabes que eu nem sempre sou delicada. Devias ter previsto que eu ia partir o fio dessa tua teia. Agora o feitiço foi quebrado, o príncipe encantado virou um sapo e eu segui em frente. Vá segue em frente, essa tua teia já não me prende.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Última vez

Vem.
Só mais hoje, é a última vez.
Será sempre a última vez.
Digo sempre que nunca mais, que nunca mais te quero ver.
Mas depois chamo-te sempre para uma última vez.
Grito que te odeio, mas sussurro que te amo.
Nunca te temo perder, por ser a última vez.
Ligas-me, sei o que queres, lá vou eu para a nossa última vez, uma vez mais.
Tenho saudades tuas, devo confessar.
Digo que não te suporto mas não te quero largar.
Hoje é a última vez e amanhã também será.
Será sempre a última vez, sem nunca o verdadeiramente ser.
Será sempre a última vez, até o ser outra vez.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Praia e Verão

Hoje quando acordei tive imensa vontade de ir à praia. Foi então que percebi que tinha muitas saudades do Verão, da praia, do calor e do mar. Tenho saudades do cheiro a maresia, no cabelo, no corpo e nas roupas, saudades do cheiro do protector solar misturado com areia e sal. Saudades de passar horas no mar, saudades de ler um bom livro numa esplanada à beira-mar. Tenho saudades dos passeios a pé junto ao mar, saudades de ter os pés cobertos de areia, saudades dos jogos de cartas debaixo do chapéu. Deus, como gosto do Verão. Como gosto do calor, das festas, da tranquilidade, das férias, dos dias passados na toalha ao sol, dos mergulhos na piscina, do surf, dos banhos de mangueira, das ondas e acima de tudo do espírito descontraído do Verão. Sim, é disso que eu preciso, de férias, de tranquilidade e de praia. Vem Verão, vem só para mim.