quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Hoje deu-me para isto

Hoje quero que me dês a mão e me leves a passear. Quero passear junto ao rio, e ouvir as pessoas comentar que está frio, um verdadeiro horror. Quero que me leves a passear num dia muito frio, num dia como o de hoje.
E sabes porquê?
Porque quero sentir-me quente, quero sentir o o calor da tua presença. Quero que as nossas mãos se aqueçam uma à outra. E quero comentar contigo, por entre sorrisos e gargalhadas, que o tempo não está assim tão mau, as pessoas é que são exageradas.
(Hoje quero que me faças sentir viva, uma vez mais)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um pouco torcida, talvez

Dizem por aí que sou daquelas que prefere quebrar a vergar, que me parto demasiadas vezes, pois não sou dada a contorcionismos e afins. Não me consigo dobrar. A minha avó sempre disse que sou torcida, e acreditem que ela sabe o que diz. Portanto no meio daquilo que dizem que sou ou deixo de ser, a minha pergunta é simples:
Quantas vezes preciso de quebrar, para não me vergar?

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Hate That I Love You (G')

Entra mais uma vez, faz como antes. Não precisas de bater à porta. Entra novamente e vem me falar de nós, vem me contar essas histórias de encantar. Faz como antes, passa-me a mão pelo cabelo e diz que está tudo bem. Puxa-me para ti e canta-me ao ouvido. Nada importa para além de nós, o tempo pára e nada se move, continuamos na nossa dança indiscreta entre sussurros e murmúrios. Não precisamos de palavras, os nossos olhos dizem o que as palavras não conseguem descrever. Apenas as usamos porque qualquer dança precisa de música. Tudo é doce e suave. Vem mais uma vez, deixa-me falar-te do que tu não conheces, deixa-me mostrar-te os meus sonhos. Ficou tanto por fazer, por dizer. Ainda temos muito para dar um ao outro. Perdi-me de mim quando te soltei a mão. Perdi-me quando deixei de te sentir. Vem encontrar-me, traz-me de volta. Sem medos ou pressas, sem nomes ou complicações. Chega de adjectivos e definições, definir é limitar e os sentimentos devem ser livres. Não interessa como me chamas, é apenas música. Música que dançamos entre sorrisos e cumplicidades. Interessa o que as nossas mãos sentem quando se tocam, interessa o que é dito com os olhos.
Volta a entrar, sabes que não te vou trancar, nunca o fiz. Não precisas de bater à porta, vou sentir quando chegares. Vem encontrar-me, vem que eu estou perdida.

(mas acima de tudo vem porque eu te amo e quero-te junto de mim)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Fénix

Somos a antítese um do outro. Um Ying-Yang desequilibrado, que mesmo assim se completa de uma forma irracional. Somos como uma fénix, entramos eu auto-combustão, para depois renascermos das cinzas. Não somos estáveis, podemos explodir a qualquer momento. Somos um turbilhão de sentimentos que arrasa tudo por onde passa, para depois se transformar em pouco ou quase nada. Renascemos novamente, porque assim está escrito, porque precisamos um do outro. Muitas vezes queremos fugir, mas são ainda mais aquelas que queremos voltar. Não somos de fácil compreensão, a nossa amizade não é daquelas que aguenta tudo sem nunca se desmoronar, é mais daquelas que se desmorona sem nunca terminar, é daquelas que marca tudo por onde passa. É intensa. Somos demasiado intensos, passamos de um extremo para o outro sem nunca vacilar, e acredito que desta vez vai ser igual. Corremos sempre o risco de cair, mas por algum motivo continuamos aqui. Somos como uma fénix, renascemos sempre. Não somos eternos, mas quase.




(E no fim de tudo é assim tão estranho ainda te chamar melhor amigo?)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Não aprendi a partir, mas também não sei ficar.

domingo, 27 de setembro de 2009

Probabilidades

Provavelmente é uma questão de tempo até tu teres coragem de me ligar a explicar a tua ausência, e também é provável que eu nessa altura já tenha tido a coragem de partir de uma vez por todas.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Laços

Podia pedir-te os laços que nos amarraram, podia dizer-te que os queria para mim, mas não passaria de uma desculpa para ouvir a tua voz. Ambos sabemos que esses laços de nada servem, estão velhos e gastos. Rasgaram-se várias vezes e nós voltámos a juntá-los com um nó, convencidos de que bastaria. Só hoje vejo como estávamos enganados. Por saber que errámos e que já nada nos prende, sem ser esses laços que teimamos em não deixar quebrar, é que os rompi. Rompi-os meu amor, porque apenas me sufocavam e queimavam a pele. Não vou voltar a fraquejar ao ouvir as tuas palavras doces, não vou correr para o telemóvel de cada vez que tocar e muito menos vou esperar que isso aconteça. Os laços foram rompidos, não se rasgaram, foram rasgados. Doeu meu amor, a minha pele queimada ardeu ao sentir-se livre, e o ar que me faltava chegou em demasia. O meu orgulho tantas vezes reprimido pelo teu, finalmente expandiu-se. Senti-me livre. Esses laços não eram amor, eram prisão. Eram fios compridos que me prendiam a ti, mesmo estando tu tão longe. Vou esquecer a forma como esses teus braços encaixavam tão bem na minha cintura ou como os nossos sorrisos ficavam tão bem juntos. E um dia meu amor, vais ser tu a acordar, olhar para esses laços rasgados e descobrir que se rompiam por cada um puxar para seu lado. Irás perceber que tu não podes prender quem quer voar, assim como eu hoje vi que não posso voar com quem quer ficar preso.
Desculpa meu amor, mas não sou nenhum tipo presente que possa ser atado com laços. Prefiro rasgá-los e voar para longe.