domingo, 26 de abril de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
Acreditar
Apenas preciso que me faças acreditar, não interessa se é verdade ou não, só quero acreditar. Apenas necessito de uma prova inventada, que te preocupas e continuas aqui, uma ilusão que me traga a tua voz, uma miragem que mostre o teu rosto, mais uma vez. Pouco me importa se quando acordar do transe doa mais.Quando estou contigo, mesmo que seja numa simples ilusão, as minhas feridas não ficam curadas, mas não existem. Depois até podem ficar mais profundas, mas naquele momento não existem. Sei que uma pequena lágrima vai ficar sempre aqui a relembrar-me da tua ausência, para me dizer que te foste. Vou-me sempre lembrar do abismo por onde caía, tu observavas mas não reagias, nem uma palavra ou um olhar, nada. Só vazio. Fingi sempre, julguei que seria suficiente, fingi para tornar cada momento mais doce. Na minha realidade inventada tudo era perfeito. Agora sou uma mentira e tu és um vazio. Continuas a observar a minha queda sem reacção. Reage, penso eu com todas as forças que ainda me restam. Só um pequeno movimento, um som, um olhar, ódio, qualquer coisa que sirva para me segurar com todas as minhas forças. Apenas para flutuar um instante, olhar para ti e ser novamente feliz num pequeno segundo. Não tenho forças suficientes para me agarrar a ti para sempre. Mas agora não me deixes bater no chão, não me deixes sofrer ainda mais, não me deixes esquecer. Cada expressão vazia me abre um novo buraco mais profundo e pior do que isso, cada gesto vazio acelera a minha queda. O engraçado é que ainda ontem, eu e as minhas ilusões estávamos no ponto mais alto e agora tenho tanto medo de cair ainda mais. Não me abandones agora, não iria suportar. Iria ser a minha morte. Dá-me um sorriso e tens o meu, dá-me um abraço e devolves-me à vida, dá-me a mão e fazes-me feliz. Se pensares bem não é assim tanto. Não vou precisar de ti para sempre, é só agora. Será que te estou a pedir assim tanto? Se estiver, desculpa.quinta-feira, 23 de abril de 2009
Stay
Hoje aprendi que não é possível morrer de ciúmes, afinal ainda estou aqui, tolerei o que julguei ser impossível de tolerar. Nunca fui assim, mas contigo é diferente, tenho medo de te perder, só te peço para não me fazeres sofrer. Dá-me a tua mão, já tens o meu coração. Mais não te posso dar, devia ser suficiente, se tudo isto fosse perfeito, mas não é. Nunca me deixes, já não é o mesmo é verdade, mas é o que temos. Fica só mais uns tempos, só até à próxima Primavera. quarta-feira, 22 de abril de 2009
Only today
Hoje acordei feliz, olhei para o céu e pensei «Hoje vai ser um bom dia». Não havia nenhum motivo para estar alegre, e essa é a mais pura das felicidades. Hoje já não tinha mais nada para exigir, nada que me fizesse realmente falta, pelo menos hoje eu vivi satisfeita e acomodada. Estava na minha redoma de felicidade e nem me conseguiste alcançar, tentaste-me magoar, mas tudo o que conseguiste foi ouvir o vidro riscar. Simplesmente não me preocupei, fui generosa e espalhei sorrisos. As minhas gargalhadas ecoavam constantemente, estava verdadeiramente feliz. Estava bem com a vida. A minha redoma mantinha-me tão segura que nem me dava conta do que acontecia do lado de fora, a verdade é que também não tentei saber. Hoje fui uma criatura generosa e egoísta, um pouco contraditória talvez. Dancei, cantei, saltei, hoje fiz o que queria, não me importei. Hoje e apenas hoje, vivi na minha redoma, no meu mundo colorido com lápis de cor, hoje, só hoje eu fui rainha, e adivinha? Tu não eras o meu rei. Não precisei de ti. Mas eu sei que foi só hoje. Amanhã provavelmente a minha redoma vai estar mais fraca, mas a felicidade continua. Amanhã até posso chorar, até me podes voltar a afectar e a magoar. Mas não hoje, hoje eu fui mais forte do que tu. Hoje fui eu quem ganhou a batalha. Amanhã? Amanhã logo se vê. Vive a vida.
terça-feira, 21 de abril de 2009
True Friendship
No fim, os verdadeiros voltam sempre, por muito forte e longa que tenha sido a separação, os verdadeiros amigos acabam sempre por voltar, não importa quanto tempo depois, simplesmente voltam para nós e nós voltamos para eles, é assim que as coisas devem ser. Sem eles a vida não tem o mesmo brilho, por muitas discussões e conflitos que possam existir, existem também muitos sentimentos. Mesmo quando parece o fim, quando nos afastamos, quando aparentemente tudo acabou, sorrimos de alguma coisa ao mesmo tempo, apenas porque sim, apenas porque tem mais significado para nós do que para os restantes, trocamos um olhar cúmplice e falamos com casualidade, de repente já não é uma conversa banal, nós nunca conseguimos estar no intermédio, talvez seja esse o nosso problema, não conseguimos estar como dois conhecidos, como dois amigos. Não, os nossos sentimentos são muito fortes para isso, há alturas que só precisamos um do outro para estarmos bem, aí vens ter comigo e eu estou sempre cá, depois já não nos podemos ver, afastamos-nos. Depois voltamos, voltamos sempre, não importa quanto tempo depois, acabamos sempre por sentir falta um do outro. És o meu pseudo-melhor amigo, gosto de ti de uma forma irracional, quando tento seguir em frente sem ti, fico dias e dias a olhar para os teus actos, tentando encontrar algum sinal que me faça voltar, não encontro. Quando já estou em reabilitação, finalmente bem e satisfeita, com saudades mas satisfeita, apareces tu com o teu sorriso e eu não consigo dizer que não. O teu humor parece uma montanha-russa, nunca sei o que esperar, no fundo é isso que me cativa, depois destes anos todos ainda me surpreendes com um simples beijinho, não és previsível, consegues acompanhar as minhas parvoíces, sabes o que eu gosto. Estamos bem outra vez, para mim é suficiente. Sei que depois de tantas vírgulas, depois de tudo, nunca teremos um verdadeiro ponto final. E se amanha tudo acabar, eu vou chorar, mas uma parte de mim, provavelmente a mais racional e segura sabe que vais voltar. E é a única esperança que eu preciso, agora fica comigo que eu estarei sempre contigo."we fight we break up, we kiss we make up"
domingo, 19 de abril de 2009
Sorry
Nós, palavra tão curta e com tanto significado. Tu e eu, nós dois e nada mais, como é bom olhar para o passado e rever todos o momentos que partilhámos, como dói seguir em frente sem estares a meu lado. A culpa é minha, fui eu que destrui o nosso castelo, fui eu que disse que era melhor acabar com tudo, sim fui eu. Tu sabes que eu o fiz não por já não gostar de ti, mas porque a distância era mais forte do que eu, destruí o que tínhamos construído porque não conseguia mais aguentar falar contigo sem te ter perto de mim, porque cada mensagem, cada telefonema só me faziam lembrar mais a tua ausência. A tua presença artificial só me consumia mais, eu não queria mensagens, eu não queria textos, eu queria o teu calor, queria o cheiro do teu perfume (ainda tenho o teu casaco, e o teu perfume continua lá, mas por quanto tempo?), queria a forma como me olhavas, queria o teu toque, o teu abraço, queria-te a ti. Sabes que sou fraca. Se pudesse talvez tivesse feito as coisas de uma maneira diferente, mas quando já não existem mais lágrimas para chorar, quando o desespero nos comanda e quando as palavras das mensagens parecem cada vez mais frias e desprovidas de significado, mais vale conservar as memórias dos tempos de glória, do que sofrer por um futuro impossível e desgastado. Gostava de ter pensado numa maneira diferente de fazer as coisas mas não consegui, a minha impulsividade e imaturidade tomaram conta de mim, se pudesse fazer diferente, fazia, se pudesse pedir desculpa, pedia e se pudesse agradecer por tudo agradecia. Sinto a tua falta.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Maybe
Talvez no fim não signifique nada. 
Talvez signifique tudo.
Mas agora de que importa?
Já perdi tudo o que tinha para perder
Talvez só tenha perdido porque um dia ganhei
Talvez apenas tenha de ser assim,
mas a verdade e que não me contento com um «porque sim».
Talvez seja por isso que gosto tanto de ti.
Gosto porque sei que o teu TUDO por muito imperfeito que seja nunca será um NADA.
Talvez seja apenas egoísta e exigente.
Talvez queira tudo e não me contente com o suficiente.
Mas porquê ficar feliz com um lago quando posso lutar pelo mar?
Porquê ficar apenas com a terra quando posso tentar chegar ao céu?
Talvez seja mais simples, sim provavelmente deve ser
Viver sempre contente e satisfeita.
Mas eu não sou assim.
Chama-me egocêntrica e sonhadora, mas é assim que sou.
Talvez baste apenas fechar os olhos e sonhar
Talvez quando acordar, tenha forças para continuar
Talvez, talvez, talvez...

Talvez signifique tudo.
Mas agora de que importa?
Já perdi tudo o que tinha para perder
Talvez só tenha perdido porque um dia ganhei
Talvez apenas tenha de ser assim,
mas a verdade e que não me contento com um «porque sim».
Talvez seja por isso que gosto tanto de ti.
Gosto porque sei que o teu TUDO por muito imperfeito que seja nunca será um NADA.
Talvez seja apenas egoísta e exigente.
Talvez queira tudo e não me contente com o suficiente.
Mas porquê ficar feliz com um lago quando posso lutar pelo mar?
Porquê ficar apenas com a terra quando posso tentar chegar ao céu?
Talvez seja mais simples, sim provavelmente deve ser
Viver sempre contente e satisfeita.
Mas eu não sou assim.
Chama-me egocêntrica e sonhadora, mas é assim que sou.
Talvez baste apenas fechar os olhos e sonhar
Talvez quando acordar, tenha forças para continuar
Talvez, talvez, talvez...
sexta-feira, 10 de abril de 2009
The City
A cidade tinha o seu próprio movimento e eu movia-me com ela, sem tentar abrandar e parar para observar as centenas de pessoas que por mim passavam. Estava com pressa, estava quase sempre com pressa. Ia andando, passava por pessoas e pessoas passavam por mim, o meu interesse não era muito e o delas também não, provavelmente também iam com pressa, por algum motivo toda a gente tem pressa. Continuava avançar perdida nos meus pensamentos, sabia que o tempo não era muito e por isso comecei a caminhar mais rapidamente, mas o tempo também parecia correr. Estava nesta luta com o tempo quando os meus olhos subitamente pousaram em ti, não percebi de imediato porquê, virei a cara e continuei a andar, eras só mais uma pessoa a passar. Mas o teu rosto estava na minha cabeça, havia algo familiar em ti, algo que não conseguia reconhecer mas sabia que havia qualquer coisa fora do normal, parei. Pessoas continuavam a passar indiferentes à minha paragem, muitas delas empurrando-me para continuarem a andar no seu passo apressado. Revi novamente a tua imagem e cheguei à conclusão que provavelmente eras a única pessoa que não estavas com pressa, caminhavas lentamente, com sofrimento nos olhos, olhavas para o chão e por momentos pareceu-me ver uma lágrima, sem dúvida que eras um rapaz bastante bonito, contudo parecias perdido. Lembrei-me do que me era familiar, há uns tempos também eu vagueava sozinha e perdida, com o mesmo olhar de sofrimento, tentei voltar para trás para te encontrar mas já era demasiado tarde a cidade já te tinha levado para outro lugar, eu perdi a chance de te ajudar e tudo porque na altura não quis parar. Provavelmente nunca te voltarei a encontrar, mas a ainda hoje o teu rosto não consegui apagar.quinta-feira, 9 de abril de 2009
Let me be myself
Deixa-me ir. Deixa-me ser. Vou continuar, deixei de tentar agradar-te, sou o que sou e o que tu dizes já não me importa. Quase me perdi de mim quando tentei ser o que querias agora deixa-me encontrar o meu próprio eu, só assim posso tentar brilhar e conquistar o meu lugar. Sou livre de tentar, já fui e nem reparaste, agora queres voltar mas sou mais forte e já não te quero. Esperei demasiado tempo por ti, esperei sozinha e obedientemente, caí vezes sem conta e quase não me consegui erguer, nunca me deste a mão. Agora tenho aquilo que queria e que nunca me deste, agora as estrelas brilham mais intensamente e eu consigo ver a verdadeira beleza delas. Tu continuas no teu mundo, sem estrelas e sem beleza apenas com os teus ideais e convicções vazios e desprovidos de razão mas tão tens ninguém para os seguir. Nem tu próprio o fazes, já não tens motivos para isso, deixaste todos os que te queriam bem e agora estás sozinho no teu mundo cinzento. Quanto a mim, deixa-me brilhar com a minha própria luz, só assim sou feliz.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Away
Se um dia te lembrares de mim e o do quanto gostei de ti, sorri. Se te perguntarem por mim, diz-lhes que parti. Se sentires a minha falta, pensa em mim que eu estarei a pensar em ti. Se te disserem que te esqueci, não acredites, sabes que mentem. Estarei sempre contigo mesmo não estando perto de ti, depois de tudo eu ainda te amo, ainda te chamo melhor amigo e sei que se quiseres eu irei ter contigo, talvez seja esse o meu problema: Demasiada disponibilidade. Nunca deste valor aos momentos que tivemos, nunca pensaste antes de me magoares porque tinhas a certeza de que no fim eu iria voltar, porque estar longe de ti era uma dor maior do que aquela que eu conseguia suportar. Então decidi partir, não porque desisti de ti ou de nós, mas sim porque neste momento não tenho mais condições para sofrer, não consigo aguentar toda a tua indiferença e desprezo. Decidi partir como forma de sobreviver, para tentar ser feliz longe de ti. Chamo-te «melhor amigo» porque não tenho o que te chamar, em tempos fomos melhores amigos, agora não sei o que somos, mas melhores amigos certamente que não. Apesar disso ainda te amo, mas uma amizade não é construída só por uma pessoa, e não faz sentido eu continuar a lutar contra o teu desinteresse, não faz sentido eu chamar-te melhor amigo quando já me abandonaste, pena que eu só tenha entendido isso agora. O desespero e a dúvida estão sempre presentes, o que eu dava para te ter novamente, mas agora talvez seja tarde demais.. Vou partir e talvez um dia já não te ame mais.
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