terça-feira, 23 de junho de 2009

Não é amor, é álcool.

E enquanto houve bebida, foste o homem da minha vida. Agora apenas restou uma enorme dor de cabeça, mas não te preocupes meu amor, é apenas ressaca.


(Não eu não bebo, esta foi uma frase que me apareceu durante uma conversa super filosófica, sobre as saídas à noite e aquelas coisas "fantásticas" que acontecem sem sentimentos, ou motivo para tal. Claro sem falar do álcool que nessas noites é mais que muito, e aparentemente hoje em dia não só serve de motivo como de desculpa para quase tudo. Por mais triste (e para mim ridículo) que seja esta frase seja, é a realidade de muita gente. Amor? Atracção? Não, é álcool apenas isso. Álcool em excesso, porque hoje em dia, diversão é ultrapassar os limites, só porque sim. E agora eu pergunto: Para quê? Todos nós sabemos que o resultado é sempre o mesmo: Uma enorme dor de cabeça.

(E pronto este foi o meu devaneio do dia, tinha de o partilhar, peço desculpa)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pretérito Imperfeito

És pretérito imperfeito que nunca ousou ser presente, mas também nunca quiseste ser pretérito perfeito e por isso ser encerrado. Não compreendo, talvez não queira entender. És pretérito imperfeito, do qual eu já não quero saber, és imperfeito demais meu amor. És o que quiseres. Eu sou presente, vivo a minha vida. Fica perdido nesses teus pretéritos, talvez um dia tenhas coragem para seres o meu presente, mas enquanto fores apenas um pretérito não te quero. Porque tu não foste, nem és. Vais sendo. E para mim isso não dá. Não me amaste, nem me amas.Vais amando e isso eu também não quero. Vou continuar a minha caminhada, o meu presente, talvez um dia deixes de estar perdido, deixes de ser pretérito. Adeus meu amor, agora somos conjugados em tempos diferentes.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dás-me a mão?

Há dias que me farto do mundo. Farto-me do suposto correcto, perco a paciência para a hipocrisia das pessoas. Sou mais contra os hipócritas do que contra aqueles que erram. Todos erramos, todos caímos. O que eu não suporto é gente hipócrita, gente egoísta e sem valores. Não gosto de pessoas vazias por dentro, pessoas ocas. Não gosto de conversas que não levam a nada, não gosto de pessoas fúteis(todos temos uma quota parte de futilidade dentro de nós, o que eu estou a falar é de pessoas em que a sua principal característica é mesmo essa: futilidade). Não gosto de pessoas sem opiniões, não que tenham de saber tudo sobre qualquer assunto, mas pessoas «tanto faz» que não sabem nem querem saber, são completamente desinteressantes. Andam aqui arrastados pela corrente, pessoas influenciáveis e sem personalidade. Também me irritam aquelas pessoas que têm uma necessidade enorme de agradar a tudo quanto se move, vão sempre haver pessoas que não gostam de nós pelos mais variados motivos, diferença de opiniões é um deles. Agora sujeitar-se às mais variadas coisas para tentar agradar é ridículo. Não gosto desse tipo de pessoas, aliás não gosto nem deixo de gostar elas são apenas irritantes. Não têm personalidade. Sim é isso, tudo roda à volta da mesma coisa: Personalidade. Não gosto de pessoas que não têm personalidade ou que se escondem por trás do que não são, pessoas que escondem a verdadeira personalidade. Não gosto disso. Oh por favor ninguém é perfeito. Já chega de mentira, se em vez de perder o tempo a esconder o que são para tentar agradar, estendessem uma mão para ajudar (não com o objectivo de ficar bem na fotografia, não para agradar aos que possam passar e ver, mas por solidariedade) é que faziam bem, e não custa nada. Se todos nós ajudássemos um pouco o mundo seria um lugar melhor. Porque é que não mudamos todos o (nosso) mundo? Se a nossa preocupação fosse tornarmos-nos pessoas melhores em vez de olharmos para os outros ou escondermos o que somos para agradar seria tudo mais fácil (e melhor). A revolução não depende de ti, não depende de mim, depende de nós. Dás-me a mão?

terça-feira, 9 de junho de 2009

Hurt/ Miss you

Sinto a tua falta. Não tenho palavras para descrever o que sinto. Não sei que dor é esta que sinto, não sei que desilusão é esta que me assombra neste momento. Julguei que estaríamos sempre cá. Juntos para tudo. Vida madrasta, nunca nada é como deve ser. Queria-te abraçar e dizer que estou cá. Mas já nem me ouves. Também sentes esta desilusão e vazio que a distância deixou? Não entendo como nós que éramos (praticamente) irmãos nos afastámos desta maneira dolorosa. São poucas as vezes que uso o «para sempre» mas connosco, achei que seria mesmo para sempre. Tiveste sempre presente, estive sempre presente, estivemos sempre presentes. G&M, ainda te lembras? Eu não consigo esquecer, mas por vezes em vez de ser uma boa recordação, dói. Dói porque nós naquela altura éramos tudo um para o outro, eras o irmão mais velho que nunca tive, eu era a tua menina. Eras o meu pilar. Agora não somos quase nada. Quase não falamos, quase não sorrimos, quase não nos vemos. Vivemos na base do quase, quase que fazemos tudo sem fazermos verdadeiramente nada. Mas há uma coisa que eu ainda não faço pela metade, não consigo. Talvez um dia consiga, agora não. Não consigo gostar de ti pela metade. Também não consigo quase sentir a tua falta. Sinto e pronto, sinto muita falta mesmo. Sinto falta de tudo o que passámos. Os teus conselhos ajudaram-me sempre. Ajudaste-me sempre, fizeste de mim a pessoa que sou hoje. Os meus defeitos não são culpa tua, são feitio, são imperfeições que a vida não teu deu oportunidade de me mostrares como as limar. Tenho me sentido um pouco perdida nestes anos de ausência. «Sometimes I wanna call you, but I know you won't be there» porque é que não estás? Porque é que não te ligo? Porque não me ligas tu? Talvez já não precises de mim, talvez tenhas preenchido o espaço que eu deixei. Quem sabe o que aconteceu? Eu não. Já não falamos há tanto tempo que chego a questionar-me que a tua existência não é apenas loucura minha. Tentei fechar o espaço que deixaste mas não consegui, talvez não queira mesmo fechá-lo. Não te quero apagar de mim, mas também não quero que a tua existência em mim seja em forma de dor, mereces melhor do que isso. Tu sempre foste doce, não mereces que me recorde de ti com dor, mas sim com alegria. Liga-me, liga-me já que eu não consigo pegar no telefone. Já não consigo marcar o número que em tempos estava mais do que decorado. Não consigo, tu sabes que eu nem sempre tenho a coragem necessária para fazer o que tem de ser feito. Nem sempre consigo ser forte. Tenho medo. Tenho medo que já não te lembres de mim, que já não sejas aquilo que eu me lembro. Em tempos foste o meu maior bem, agora és a minha maior recordação. O que mudou? Porque já não estamos presentes como estávamos? Quebramos todas as promessas que havia para quebrar. Não sei porquê. Não consigo entender. Não te culpo por nada, não foste só tu que te afastaste, eu também. Eu também te soltei a mão que costumava agarrar com tanta força junto ao coração. Volta para mim, volta para onde fomos felizes. Não consigo imaginar como estarás agora, passou muito tempo. Tempo demais, tempo que magoa o coração. Volta. Volta, preciso do teu abraço, preciso de ti, preciso de tudo o que representas, preciso da segurança que me davas. Sinto mais a tua falta de ti do que de tudo na vida. E dói. Dói muito. Não existe nada que eu não fizesse para te ver de novo. Tu davas-me aquela força que eu preciso mais do que tudo neste momento, toda aquela que deixaste quando partiste gastou-se e agora preciso de mais. Só tu é que ma podes dar. Parte de mim ficou contigo. O vazio que deixaste é mais que muito. «Some days I feel broke inside, but I won't admit. Sometimes I just wanna hide, cause it's you I miss». Ainda consegues sentir as minhas lágrimas, antes não eram necessárias palavras para me entenderes, e agora? Ainda te lembras da minha voz? Gostava de te ligar, nem que fosse só para dizer que ainda gosto muito de ti e que sinto a tua falta. Mas dói. Dói pela tua ausência, dói pela minha falta de coragem, dói pelas saudades, dói por tudo o que não disse. Se te lembrares de mim, então espero que saibas que preciso de ti, que espero por ti, que sinto saudades. Volta, só tu podes fazer o meu sorriso brilhar como antes, só tu me podes abraçar quando eu preciso, só tu. Não há nada para dizer que já não te tenha dito, as nossas músicas falam só por si (Ainda as ouves, como eu passo a vida a ouvir?).
Sinto muito a tua falta.

sábado, 6 de junho de 2009

Nosso quadro

Misturas as cores suavemente, como se de um beijo se tratasse.
Pintas-te de amarelo, como se adivinhasses que para mim és o sol.
Perguntas-me de que cor é que eu sou, respondo que não sei e tu desenhas o arco-íris
Continuas a meter mais cor naquele que é o nosso quadro, pintado por ti
Passo o meu cabelo pela tela ainda com tinta por secar, desenhando figuras disformes
Sorris ao veres as pontas do meu cabelo azuis como o (nosso) mar.
O nosso amor não é vermelho. Não é luxúria, não é paixão. É mais que isso.
O nosso amor é aquilo que as palavras não conseguiram inventar.
Decides desenhar um coração, mas não sabes de que cor o pintar
Digo para não o desenhares. O quadro é nosso, e o coração é a razão do quadro deixa-o transparente como os nossos corações.
Não sei de que cor é o nosso amor, nem que palavras usar para o descrever.
Mas ao olhar para o nosso quadro, consigo ver o que sentimos na perfeição.
Não há cor, não há palavras para descrever, mas há sempre o que construímos.
Misturas mais cores com essa tua suavidade tão característica e para mim é como se me abraçasses.
Que bonito é o nosso quadro, que lindo é o nosso amor.