quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Hate That I Love You (G')

Entra mais uma vez, faz como antes. Não precisas de bater à porta. Entra novamente e vem me falar de nós, vem me contar essas histórias de encantar. Faz como antes, passa-me a mão pelo cabelo e diz que está tudo bem. Puxa-me para ti e canta-me ao ouvido. Nada importa para além de nós, o tempo pára e nada se move, continuamos na nossa dança indiscreta entre sussurros e murmúrios. Não precisamos de palavras, os nossos olhos dizem o que as palavras não conseguem descrever. Apenas as usamos porque qualquer dança precisa de música. Tudo é doce e suave. Vem mais uma vez, deixa-me falar-te do que tu não conheces, deixa-me mostrar-te os meus sonhos. Ficou tanto por fazer, por dizer. Ainda temos muito para dar um ao outro. Perdi-me de mim quando te soltei a mão. Perdi-me quando deixei de te sentir. Vem encontrar-me, traz-me de volta. Sem medos ou pressas, sem nomes ou complicações. Chega de adjectivos e definições, definir é limitar e os sentimentos devem ser livres. Não interessa como me chamas, é apenas música. Música que dançamos entre sorrisos e cumplicidades. Interessa o que as nossas mãos sentem quando se tocam, interessa o que é dito com os olhos.
Volta a entrar, sabes que não te vou trancar, nunca o fiz. Não precisas de bater à porta, vou sentir quando chegares. Vem encontrar-me, vem que eu estou perdida.

(mas acima de tudo vem porque eu te amo e quero-te junto de mim)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Fénix

Somos a antítese um do outro. Um Ying-Yang desequilibrado, que mesmo assim se completa de uma forma irracional. Somos como uma fénix, entramos eu auto-combustão, para depois renascermos das cinzas. Não somos estáveis, podemos explodir a qualquer momento. Somos um turbilhão de sentimentos que arrasa tudo por onde passa, para depois se transformar em pouco ou quase nada. Renascemos novamente, porque assim está escrito, porque precisamos um do outro. Muitas vezes queremos fugir, mas são ainda mais aquelas que queremos voltar. Não somos de fácil compreensão, a nossa amizade não é daquelas que aguenta tudo sem nunca se desmoronar, é mais daquelas que se desmorona sem nunca terminar, é daquelas que marca tudo por onde passa. É intensa. Somos demasiado intensos, passamos de um extremo para o outro sem nunca vacilar, e acredito que desta vez vai ser igual. Corremos sempre o risco de cair, mas por algum motivo continuamos aqui. Somos como uma fénix, renascemos sempre. Não somos eternos, mas quase.




(E no fim de tudo é assim tão estranho ainda te chamar melhor amigo?)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Não aprendi a partir, mas também não sei ficar.